quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ficou confuso ? Então compare !

Considerando os 3 tipos de investimentos, Poupança, Fundos referenciados DI e os Títulos Públicos são produtos muito utilizados pelos investidores no mercado de renda fixa. São distribuídos pelas instituições financeiras, especialmente bancos comerciais e no caso dos títulos públicos são de fácil acesso pelas pessoas físicas em geral pelo site do Tesouro Direto, mas requerem a intermediação de uma instituição financeira cadastrada no sistema.

A Poupança rende juros de 0,5% ao mês mais a variação da TR. O rendimento é isentos de imposto de renda. Ao longo do tempo, o produto teve diversas modificações em sua forma de indexação, que tiraram muitos dos benefícios do produto. Atualmente, o fator de correção é baseado na Taxa Referencial-TR (uma fórmula de cálculo relativamente complexa. Basicamente uma taxa média de captação de recursos no mercado bancário, menos determinados redutores).

A poupança e os títulos públicos são indicados para poupadores com recursos abaixo de R$ 10 mil Reais, ou seja é indicado para investidores que não tem volumes suficientes para acessar produtos com melhores taxas nos outros instrumentos.

Tanto a poupança quanto os títulos públicos,  o investimento inicial é baixo, geralmente a partir de R$ 100,00 a 150,00.

Outra opção de investimento são os  Fundos referenciados DI. A rentabilidade desses fundos acompanha a oscilação das taxas de juros, pois suas carteiras são compostas de títulos que são atrelados às taxas diárias de mercado  com baixo risco de crédito.

Normalmente, estes fundos possuem títulos públicos pós-fixados em suas carteiras e são adequados em um ambiente de elevação da taxa básica de juros.

Os Fundos de Investimento distribuídos pelas Instituições Financeiras no varejo e para baixos volumes têm, em geral, elevadas taxas de administração. Entretanto, investidores com um maior poder de negociação (aquele com altos volumes de investimento) têm acesso a fundos com taxas mais baixas (abaixo de 1% ao ano) e neste caso a aplicação em fundos de investimento é mais recomendada pois o investidor conta com uma equipe de profissionais altamente capacitada para gerir os recursos e acompanhar diariamente o fundo.

Um outro fator importante a ser avaliado, para quem investe nos fundos de investimento e títulos públicos é o imposto de renda. Nos fundos de renda fixa o IR incide semestralmente, o chamado “come-cotas”. No longo prazo, o efeito dessa “antecipação” de IR é relevante. Já no caso dos títulos públicos, o investidor paga quando recebe algum rendimento ou quando resgata o título. Os títulos públicos não têm o come-cotas semestral como nos fundos de investimento.

Caso o investidor tenha disponibilidade de investir por mais longo prazo, o ideal seria investir em títulos púbicos de prazos longos, para permitir que o  imposto de renda atinja o menor percentual: 15% sobre os rendimentos,  em investimentos superiores a 2 anos.

Quais os riscos envolvidos em investir no Tesouro Direto ?

Os títulos disponíveis para negociação no Tesouro Direto - LTN, LFT, NTN -, classificam-se como investimentos de renda fixa de baixo risco de crédito.

Se o investidor mantiver os títulos adquiridos até a data de vencimento, receberá exatamente a rentabilidade acordada no momento da compra. Caso resolva vendê-lo antecipadamente, receberá o preço de mercado do título na data da venda. Esse preço varia em função da expectativa das taxas de juros e da inflação pelos agentes financeiros, além de um eventual prêmio de risco embutido, o que pode ocasionar uma  rentabilidade maior ou menor do que a esperada inicialmente.  Tanto o resgate como a recompra é realizada pelo Tesouro Nacional e o risco de crédito existe apenas caso o Governo não honre seus compromissos.

Além disso, os riscos relevantes que devem ser considerados nos investimentos em títulos públicos são:

LIQUIDEZ (dificuldades em transformar o investimento em caixa) é o risco comum a todos os tipos de títulos públicos.

No caso do Tesouro Direto, há liquidez semanal, as quartas-feiras, quando o Tesouro recompra seus títulos a preço de mercado. Também há a possibilidade de venda no mercado secundário, com restrições para volumes baixos, através do agente custodiante ou banco.

RISCO DE MERCADO, ou de TAXA DE JUROS (oscilações de mercado que podem frustrar a expectativa de rentabilidade original).

Um aspecto importante a ser levado em conta na análise de investimentos em renda fixa é a disponibilidade do investidor em não resgatar (vender) o título antes do seu vencimento. Neste caso, sua rentabilidade não será afetada pelas oscilações de mercado, a não ser pela parcela indexada, se houver (caso dos títulos em índices de preços e pós-fixados).

Por outro lado, se existir a hipótese de que o título necessite ser vendido antes do vencimento, seja em função de necessidade de recursos pelo investidor ou de oportunidade de realização de lucros acima do esperado, a avaliação do valor desse ativo deve ser feita a preços correntes de mercado – procedimento conhecido por marcação a mercado.

Efeito Boomerang na Tributação do Tesouro Direto

Para quem pensou que o investimento em Tesouro Direto estava isento de tributação, se enganou, pois parte do que vc ganha retorna aos cofres públicos.

Para os investidores pessoas físicas residentes no Brasil, os impostos incidentes sobre as operações realizadas com títulos públicos no Tesouro Direto são os mesmos que incidem sobre as operações de renda fixa,ou seja, há cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos dos títulos, conforme o prazo que  o investidor permanecer com eles.

O Imposto de Renda só é cobrado no momento da venda ou vencimento do título.


 Prazo do Investimento Alíquota do IR que incide sobre os rendimentos
Até 180 dias22,50%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,50%
Acima de 721 dias 15%


No caso dos títulos públicos adquiridos pelos investidores através do Tesouro Direto, o recolhimento dos impostos devidos é responsabilidade do Agente de Custódia. Há incidência de impostos sobre os recursos financeiros referentes à recompra, juros ou resgate dos títulos, caso o investidor tenha obtido algum rendimento na operação.

Também vale destacar que há incidência de IOF nos investimentos de prazo inferior a 30 dias. Neste caso a alíquota é de 1% a.d. limitado, em função do prazo (de 1 a 30 dias), ao rendimento das operações (de 96% a 0% do rendimento).

Principais Indexadores Financeiros - Fique afiado com eles

Existe no mercado financeiro inúmeros índices e indexadores que estabelecem relações com diversos segmentos. No mercado de renda fixa os títulos  têm emissores e características próprias. Basicamente, existem três grupos de emissores de títulos de renda fixa: Governo (títulos públicos), Bancos e empresas (títulos privados). Com relação a remuneração podemos  classificar os títulos em: pré-fixados quando os rendimentos já são conhecidos previamente ou pós-fixados quando o rendimento depende de um indexador.
Consulte mais informações sobre os principais indexadores e suas características:

DI
O Depósito Interfinanceiro é um “instrumento” através do qual as instituições “trocam” reservas bancárias entre si. Além de ser este “instrumento”, o DI também é o “indexador” (taxa de juros) que representa média das taxas diárias praticadas pelas instituições financeiras nestas transações.

Se um investidor aplica recursos em DI por 30 dias, ao final deste prazo o montante a ser resgatado será o principal corrigido pelo acumulado em dias úteis da taxa DI de cada dia expressa de forma diária.

A taxa do DI é expressa em percentual ao ano, considerando 252 dias úteis para seu cálculo.

O DI é um indexador utilizado para remunerar alguns títulos de renda fixa como os CDBs ou como referência em operações de troca de indexadores (SWAP).


IGP (FGV)
O índice geral de preços calculado pela Fundação Getúlio Vargas registra o ritmo evolutivo de preços e é utilizado como medida da inflação nacional.

É composto pela média ponderada do IPA – índice de preços do atacado (60%), do IPC – índice de preços ao consumidor (30%) e do INCC – índice nacional de custo da construção (10%).

Possui dois períodos de medição e cada um dos períodos determina um índice que é utilizado pelo mercado para reajustes de aluguéis e outros contratos: IGP-M e IGP-DI

IGP-DI: compreende o período entre o primeiro e o último dia do mês de referência.

IGP-M: compreende o período entre o dia 21 do mês anterior ao de referência e o dia 20 do mês de referência.
 
O IGP-M é o indexador de alguns títulos de renda fixa negociados no mercado como as Notas do Tesouro Nacional – Série C.


TR
A metodologia de cálculo da Taxa Referêncial (TR) tem como base a taxa média mensal ponderada ajustada dos CDBs prefixados das 30 instituições financeiras selecionadas, sendo eliminadas as duas de menor e as duas de maior taxa média. A base de cálculo da TR é o dia de referência, sendo calculada no dia útil posterior. Sobre a média apurada das taxas dos CDBs é aplicado um redutor, definidos pelo governo, que pode variar mensalmente (uma parte do redutor é fixa e a outra parte do redutor depende do nível de juros fixado, pelo COPOM, para a taxa Selic).

A TR é o indexador utilizado para remunerar os rendimentos das Cadernetas de Poupança.


IPCA
O índice de preço ao consumidor amplo calculado pelo IBGE é um índice que registra a variação de preços de produtos e serviços ao consumidor. A população-objetivo da coleta de preços do IPCA abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre 1 (um) e 40 (quarenta) salários-mínimos e é calculado do primeiro ao último dia de cada mês (mês civil).

Atualmente o IPCA  baliza a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o Banco Central definir sua política monetária.
 
O IPCA é o indexador de alguns títulos de renda fixa negociados no mercado como as Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B) e NTN-B Principal.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tipos de Títulos do Tesouro Direto

A dívida pública federal interna e externa é composta, em sua maior parte, por títulos mobiliários que diferem entre si conforme o contexto e a finalidade da emissão pelo governo federal. Para os títulos pós-fixados, por exemplo como as Notas do Tesouro Nacional (NTN), têm-se diferentes indexadores, que variam conforme o tipo. Existem também aqueles que não possuem indexadores, os chamados títulos prefixados, que são negociados por um preço que reflete um deságio sobre o valor de face do título, as chamadas Letras do tesouro Nacional (LTN). Existem ainda diferenças em relação às taxas de juros, forma de pagamento e forma de colocação do título (por meio de leilão ou colocação direta).

Uma das principais vantagens do Tesouro Direto é a possibilidade do investidor montar sua carteira de acordo com os seus objetivos, adequando prazos de vencimento e indexadores às suas necessidades.

Os títulos públicos adquiridos no Tesouro Direto são considerados ativos de renda fixa porque o rendimento pode ser dimensionado no momento da aplicação, ao contrário dos ativos de renda variável (ações e etc.) cujo retorno não pode ser estimado no instante da aplicação. Face à menor volatilidade dos ativos de renda fixa, este tipo de investimento é considerado mais conservador do que os ativos de renda variável, ou seja, o risco é menor.

O fato de ser considerado ativo de renda fixa não quer dizer que os preços e taxas dos títulos públicos do Tesouro Direto não apresentem variação ao longo do tempo. Os títulos públicos são marcados a mercado, o extrato/saldo do investidor reflete o preço de mercado dos títulos. Desta forma, havendo queda nos preços negociados no mercado, o saldo do investidor cairá. Por outro lado, se houver valorização do título, o saldo do investidor irá se elevar.

O Tesouro Nacional não pode afirmar se o investidor obterá ganho ou perda financeira no caso de venda antecipada, dependerá das condições de mercado na referida data. Entretanto, se o investidor "carregar" os títulos de sua carteira até a data de vencimento, receberá o valor correspondente à rentabilidade bruta pactuada no momento da compra.

Entre os títulos públicos ofertados, o investidor deve escolher aqueles cujas características sejam compatíveis com o seu perfil. Há títulos de curto, médio e longo prazo; e indexados a índices de inflação, taxa Selic ou prefixados. A seguir, explicamos as características dos títulos, as vantagens e os riscos envolvidos:

Os títulos públicos no mercado de  renda fixa podem ter seus rendimentos pré-fixados ou pós-fixados.


Pré-Fixados
São títulos prefixados quando a taxa de juros e o rendimento do investidor são conhecidos no momento da compra do título.

LTN
As Letras do Tesouro Nacional são títulos emitidos pelo Tesouro Nacional para cobertura de déficit orçamentário ou realização de operações de crédito por antecipação de receita.

A LTN é um título de rendimento prefixado, colocado com desconto representado pela diferença entre o preço unitário de colocação do título e o seu valor de resgate.

Indicada para o investidor que acredita que a taxa prefixada paga pela LTN será maior que a taxa de juros básica da economia.

Vantagens:
  • O investidor sabe exatamente a rentabilidade a ser recebida até a data de vencimento;
  • O investidor sabe exatamente o valor bruto a ser recebido por unidade de título na data de vencimento (R$ 1.000,00);
  • Tem fluxo simples: uma aplicação e um resgate;
  • Maior disponibilidade de vencimentos para a negociação no Tesouro Direto;
  • Indicado para o investidor que acredita que a taxa prefixada será maior que a taxa de juros básica da economia;

Desvantagens:
  • Rendimento nominal. O investidor está sujeito a perda de poder aquisitivo em caso de alta de inflação;
  • O investidor que não conseguir “carregar” o título até o vencimento pode ter rentabilidade maior ou menor do que a acordada;

Perfil do investidor: Menos conservador !


NTN-F
As Notas do Tesouro Nacional – Série F  são títulos prefixados que pagam ao investidor um fluxo de cupons semestrais de juros, o que pode possibilitar aumento de liquidez e reinvestimentos.

Indicado ao investidor que deseja obter um fluxo de rendimentos periódicos (cupons semestrais) a uma taxa de juros pré-definida.

Vantagens:
  • O investidor sabe exatamente a rentabilidade a ser recebida até a data de vencimento;
  • O investidor sabe exatamente o valor bruto a ser recebido por unidade de título na data de vencimento (R$ 1.000,00);
  • Indicado para o investidor que deseja obter um fluxo de rendimentos periódicos (cupons semestrais) a uma taxa de juros pré-definida;
  • Indicado para o investidor que acredita que a taxa prefixada será maior que a taxa de juros básica da economia;

Desvantagens:
  • Rendimento nominal. O investidor está sujeito a perda de poder aquisitivo em caso de alta de inflação e juros;
  • O investidor que não conseguir “carregar” o título até o vencimento pode ter rentabilidade maior ou menor do que a acordada;

Perfil do investidor: Menos conservador !


Pós-Fixados
São títulos pós-fixados quando o indexador é conhecido, assim como o seu cupom (juros acima deste indexador), ou seja o indexador e os juros (adicionais ao indexador) são conhecidos no momento da operação. Entretanto, o rendimento final do título será conhecido apenas no vencimento ou resgate, pois não se sabe previamente qual será o comportamento deste indexador.

LFT
As Letras Financeiras do Tesouro, são títulos pós-fixados emitidos pelo Tesouro Nacional, cujo rendimento é definido pela taxa média ajustada dos financiamentos ocorridos com títulos públicos no SELIC, ou seja, a taxa SELIC.

Seu prazo é definido pela Secretaria do Tesouro Nacional, encarregada de gerenciar a programação financeira do tesouro.

Vantagens:
  • Indicado para o investidor que deseja uma rentabilidade pós-fixada indexada à taxa de juros da economia (Selic);
  • Fluxo simples: uma aplicação e um resgate;

Desvantagens:
  • Preço do título flutua em função da expectativa de taxa de juros dos agentes financeiros;

Perfil do investidor: Mais conservador !


NTN-B
As Notas do Tesouro Nacional – Série B, são títulos que permitem ao investidor obter rentabilidade em termos reais, se protegendo da elevação do IPCA. Além disso, o investidor recebe um fluxo de cupons semestrais de juros, o que aumenta a liquidez possibilitando reinvestimentos.

Indicado ao investidor que deseja uma rentabilidade prefixada protegida da inflação.

Vantagens:
  • Proporciona rentabilidade real;
  • Indicado para o investidor que deseja obter um fluxo de rendimentos periódicos (cupons semestrais);
  • Indicado para o investidor que deseja uma rentabilidade pós-fixada indexada ao IPCA;
  • Indicado para o investidor que deseja fazer poupança de médio/longo prazos, inclusive para aposentadoria, compra de casa e outros;

Desvantagens:
  • Preço do título flutua em função da expectativa de inflação dos agentes financeiros. O investidor que não conseguir “carregar” o título até o vencimento pode ter rentabilidade maior ou menor do que a acordada;

Perfil do investidor: Conservador !


NTN-B Principal
Nota do Tesouro Nacional – série B: título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. Não há pagamento de cupom de juros semestral e é ideal para formar poupança de médio e longo prazo, garantindo seu poder de compra. Forma de Pagamento: no vencimento (principal);

Vantagens:
  • Proporciona rentabilidade real;
  • Indicado para o investidor que deseja uma rentabilidade pós-fixada indexada ao IPCA;
  • Indicado para o investidor que deseja fazer poupança de médio/longo prazos, inclusive para aposentadoria, compra de casa própria, etc;
  • Traz mais conforto ao investidor, pois suprime a preocupação e o trabalho necessários ao re-investimento, e reduz o custo de transação;
  • Formação de preços simplificada, com metodologia de cálculo mais fácil para o investidor em relação NTN-B que paga cupom de juros semestral;

Desvantagens:
  • Preço do título flutua em função da expectativa de inflação dos agentes financeiros. O investidor que não conseguir “carregar” o título até o vencimento pode ter rentabilidade maior ou menor do que a acordada;

Perfil do investidor: Conservador !

Tesouro Direto - Que vantagem Maria leva ?

Ao investir no Tesouro Direto você está, ao mesmo tempo, garantindo seu futuro e fortalecendo a economia do País. Com isso, todos saem ganhando.

Entenda por que você ganha:
  • O Tesouro Direto é uma excelente opção em termos de rentabilidade;
  • As taxas de administração são muito baixas;
  • Você tem a possibilidade de diversificar seus investimentos, obtendo variadas rentabilidades, como pós-fixadas (pela taxa básica da economia), prefixadas e indexadas a índices de preços;
  • Você pode se garantir realizando poupança de longo prazo ao optar por títulos indexados a índices de preços, e ainda obtém rentabilidade real significativa;
  • Você pode gerenciar seus investimentos com comodidade, segurança e tranqüilidade;
  • Você investe com objetivos definidos e levando em conta fatores como: valor a investir, prazo, taxa de juros e riscos;
  • A liquidez é garantida pelo Tesouro Nacional;
  • Você tem maior poder de tomada de decisão e controle do seu patrimônio;
  • Os títulos públicos são considerados de baixíssimo risco pelo mercado financeiro.

Entenda por que o Brasil ganha:
  • Agora todos podem ter acesso ao mercado de investimentos em títulos, que antes era restrito às instituições financeiras;
  • Assim, haverá um aumento considerável na formação de poupanças de longo prazo;
  • Conseqüentemente, muito mais brasileiros estarão informados sobre a administração e a estrutura da dívida pública federal brasileira.

Títulos Públicos

O que são ?
Títulos públicos são papéis que governos emitem para captar dinheiro do público, principalmente para financiar gastos superiores às receitas. Estes títulos podem ser dos governos federal, estadual ou municipal. Os títulos do governo federal são emitidos pelo Tesouro Nacional ou pelo Banco central. Os juros podem ser pré fixados, pós fixados e mistos, e as formas de liquidação também variam caso a caso, havendo papéis com correção cambial.

Qual o risco ?
Quanto ao nível de risco, os títulos federais são os mais seguros. Em regra geral, é menor o risco de o país deixar de honrtar suas dividas do que empresas, bancos ou outros níveis do governo.

Alternativas heterodoxas para não honrar seus compromissos, como o congelamento das aplicações no plano Collor, em março de 1990, tem graves conseqüências para a credibilidade do país, também no mercado internacional de crédito, assim como a moratoria da dívida externa (decretada no final do governo Sarney) prejudicou a imagem do Brasil.

Por que preferir títulos federais ?
Os papéis emitidos por Estados e Municípios, por outro lado, são opções com maior nivel de risco. A compra ou não destes papéis precisa ser avaliada caso a caso, dependendo no nível de endividamento da unidade em questão. Muitos Estados e Municípios quebraram nos últimos anos no Brasil. Esta situação de inadimplência levou o governo federal a refinanciar operações de Estados e Municípios, trocando títulos federeais pelos compromissos das outras unidades. Somente deve comprar estes títulos o investidor que tem condições de avaliar riscos.

Precatórios
Os precatorios não são títulos governamentais. Os precatórios são o resultado da perda de ações judiciais pelos governos federal, estaduais ou municipais. Portanto, essa exigibilidade decretada por julgamento no poder judiciario será colocada no orçamento público para pagamento em exercícios seguintes. Para pagamentos dos precatorios podem ser autorizada a emissão de títulos públicos, cujos recursos financeiros arrecadados vinculados exclusivamente ao pagamento desses precatórios.

Como comprar ?
Anteriormente, sem muitos recursos, você só podia comprar títulos públicos indiretamente pela aquisição de cotas de fundos de investimento. Neste tipo de investimento, as instituições financeiras funcionam como intermediários ao adquirirem os títulos públicos, que compõem as carteiras dos fundos, com os recursos oriundos de suas aplicações. No caso do Tesouro Direto, você pode comprar diretamente os títulos que desejar, com redução do custo de intermediação.

Se preferir também, poderá autorizar uma das instituições financeiras habilitadas a operar o Tesouro Direto (Agentes de Custódia) em seu nome, realizando as compras e as vendas de seus títulos públicos.

Essa nova alternativa de aplicação dos recursos permite investimentos a partir de R$ 200,00, com rentabilidade e segurança. Uma vez comprado os seus títulos, você pode aguardar o vencimento do papel (data predeterminada para resgate do título), quando os recursos são depositados em sua conta. Ou, caso seja do seu interesse, você também poderá vendê-los antecipadamente ao Tesouro Nacional nas recompras semanais, às quartas-feiras, pelo preço vigente no mercado.

Quem pode comprar ?
Para adquirir títulos públicos no Tesouro Direto é necessário possuir CPF (Cadastro de Pessoa Física), conta corrente em qualquer instituição habilitada no programa e residir no território brasileiro.