Ao longo do dia após todas as operações bancárias realizadas como: saques, depósitos, pagamentos, compensação de cheques, aplicações, transferências, etc. , enquanto todos dormem (ou presume-se que), entram em operação os ajustes de contas entre os bancos e o Banco Central.
Todo dinheiro em caixa dos bancos, conhecido como depósitos à vista, uma parte deste vai para o Banco Central através de meio eletrônico para o controle da moeda em circulação1.
A partir deste instante os bancos começam a fazer ajustes dos seus caixas, pois alguns bancos estão com mais dinheiro e outros com menos, daí começa uma negociação entre as entidades para realizarem os depósitos junto ao Banco Central.
Estes empréstimos entre bancos são feitos através de CDIs (Certificados de Depósitos Interbancários), aos quais só os bancos têm acesso, e estão atrelados a uma taxa de empréstimo entre bancos de curtíssimos prazos (Hot Money) que tem “lucros” ou “spread” baixíssimos.
Chamamos esta taxa diária de juros interbancários de DI-Over, e é a mesma para todos os bancos garantindo uniformidade e controle.
Para que um banco não tenha que recorrer a este empréstimo interbancário o mesmo começa a captar recursos entre os correntistas a fim de obter dinheiro a um custo mais baixo e aumentar o seu “lucro” ou “Spread” ao emprestar dinheiro ao mercado através de títulos chamados de CDBs (Certificado de depósitos bancários) ou RDBs (Recibo de depósitos bancários) a taxas e diversidades conforme sua necessidade.
O Banco somente solicitará empréstimos aos correntistas através destes títulos, para honrar a sua carteira de empréstimos e diminuir a necessidade de depósitos interbancários.
A diferença entre CDBs e RDBs são que os certificados (CDBs) podem ser renegociados entre as instituições e os recibos (RDBs) são nominais e não pode ser renegociados.
(1) O Banco Central tem que fazer o controle da moeda em
circulação nos bancos para que os bancos não gerem mais dinheiro
do que tem em depósitos, evitando assim um colapso monetário.
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