quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Poupança - Conservadorismo em demasia

A poupança tem sido durante anos a mais básica e conservadora forma de investimento. A poupança atrai muitos clientes pela facilidade de movimentação, ao qual não exige limite mínimo de aplicação, e a liquidez é alta, onde o cliente pode ter o dinheiro a qualquer momento independente do valor resgatado, e o risco quase zero é mantido pelo Banco Central.

Assim como todo investimento existe uma relação direta entre risco X rentabilidade, se a poupança tende a manter o risco zerado, o rendimento por conseqüência é o mais baixo em comparação aos outros investimentos, mas para quem procura comodidade, baixo ou nenhum risco e ainda manter as economias não prejudicada pela inflação, a poupança neste caso é a mais recomendada.

Atualmente, os valores depositados na Poupança são remunerados mensalmente a uma taxa de juros de 0,5%, aplicada sobre os valores atualizados pela Taxa Referencial (TR).

A maior parte dos recursos depositados em Poupança financia o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), através de diretivas que disciplinam as regras para o direcionamento dos recursos captados em depósitos de poupança pelas instituições integrantes do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), estabelecendo que 65%, no mínimo, devem ser aplicados em operações de financiamentos imobiliários, sendo que 80% do montante anterior em operações de financiamento habitacional no âmbito do SFH e o restante em operações a taxas de mercado, desde que a metade, no mínimo, em operações de financiamento habitacional, bem como 20% do total de recursos em encaixe obrigatório no BACEN e os recursos remanescentes em disponibilidades financeiras e operações de faixa livre.


Principais vantagens da Poupança:

·         Isenção de Imposto de Renda;
·         Possui garantia bancária até o valor de R$ 20 mil (se o banco quebrar, eles lhe garantem até R$ 20 mil);
·         Pode ser aberta por qualquer pessoa ou para qualquer pessoa e com qualquer quantia (até R$ 1) dependendo das regras da instituição;
·         Caso o resgate ocorra antes do período de rendimento, o valor principal é mantido, apenas os rendimentos no período não são considerados, mas esta regra pode variar entre as instituições;


A história

A origem da Poupança remonta ao início da atividade da CAIXA como instituição financeira ainda no século XIX. Aliás, os surgimentos da CAIXA e da Poupança estão entrelaçados, uma vez que o banco foi criado para, principalmente, recolher os depósitos dos brasileiros, especialmente aqueles de classes sociais menos favorecidas.

Essa associação pode ser percebida em trechos do Decreto nº 2.723, de 12 de janeiro de 1861, que criou a Caixa Econômica da Corte. No Artigo 1º, o então Imperador Dom Pedro II afirmava: "A Caixa Econômica estabelecida na cidade do Rio de Janeiro (...) tem por fim receber, a juro de 6%, as pequenas economias das classes menos abastadas e de assegurar, sob garantia do Governo Imperial, a fiel restituição do que pertencer a cada contribuinte, quando este o reclamar (...)".

Ou seja, a Poupança foi inicialmente concebida como uma reserva monetária para as camadas mais pobres da população, ou, na linguagem popular, como o "pé-de-meia" que serviria de "socorro" nos momentos mais difíceis, inclusive como uma garantia para a velhice. Sob a égide do poder público, a Poupança foi considerada um investimento seguro, garantido.
(Fonte: http://www.caixa.gov.br/Voce/Poupanca/historia.asp)



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