A revista exame de 12/11/2010 publicou esta matéria ao qual achei muito interessante e gostaria de dividir a todos de uma forma mais simples:
1 - Aproveite as regras que possibilitam o investimento sem risco
Uma primeira regra a ser levada em conta é que no caso da quebra de um banco e o não cumprimento do resgate do CDB ou Poupança, existe o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) garante o valor de R$ 70.000,00 por CPF e não por aplicação, isto significa que até valores desta ordem são garantidos, por isso não é interessante manter valores em CDB acima deste valor se não quiser ter risco nenhum;
Aplicações (CDB e Poupança) com base em contas conjuntas o valor será rateado pela quantidade de CPFs dos titulares. Por outro lado, dependentes e cônjuge com CPFs diferentes são tratados como pessoas físicas diferenciadas tendo direito ao benefício da garantia... Se é que vc me entende !
2 - Não coloque todos os ovos na mesma cesta
Para grandes investidores é recomendável a diversificação em vários investimentos a fim de distribuir os investimentos e diminuir o risco ao “depositar todas as fichas” num só investimento; Entre os investimentos de risco mais baixo, é possível dividir a aplicação do dinheiro entre títulos públicos do governo, poupança, CDBs e fundos de renda fixa. Quem tolera um pouco mais de risco pode partir para fundos multimercados, imóveis com liquidez, fundos imobiliários e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Para o investidor agressivo, a recomendação dos especialistas é colocar até 30% do patrimônio em bolsa ou fundos de ações. Posições mais arriscadas devem receber um volume de recursos menor. Nesse caso, podem ser incluídas empresas que nas últimas décadas passaram por diversas crises, como de construção, açúcar e álcool, frigoríficos ou companhias ou aéreas, entre outras;
3 - Muito cuidado com os bancos médios
O setor de bancos médios é complicado por natureza. As ações do banco PanAmericano despencaram com o anúncio das fraudes contábeis e acumulam queda de 35% neste mês. Papéis de outras instituições financeiras pequenas e médias também caíram. Esses bancos não abrem contas correntes para clientes. Toda a captação dos recursos que vão financiar a expansão da carteira de crédito tem que ser feita no mercado, via CDBs, entre outros. Quando o crédito se torna escasso (lembram em 2008?), essas instituições podem ter problemas de liquidez ou serão obrigadas a pagar caro para levantar dinheiro, o que compromete as margens de lucro.
4 - Olhar o rating não é suficiente para tomar uma decisão de investimento
Muitas vezes, o pequeno investidor não tem informação suficiente para decidir sobre um investimento, principalmente na área de renda fixa, onde os relatórios de análise são mais escassos. Uma das fontes utilizadas para a obtenção de dados são as avaliações divulgadas pelas agências de rating, que olham os balanços das empresas para dar uma nota aos papéis.
Portanto nenhuma agência de rating pode ser acusada de negligência ou de ter feito um trabalho mal-feito no caso do PanAmericano. Afinal, as notas foram dadas com base em balanços fraudados divulgados pelo banco e nem auditorias externas contratadas para olhar com lupa os números perceberam as irregularidades. O episódio evidencia, no entanto, que quem apenas avalia o rating antes de comprar um CDB, uma debênture ou um fundo imobiliário corre sérios riscos de perder dinheiro.
5 - Verifique quem é o controlador da empresa antes de investir
Independente do quanto Silvio Santos sabia sobre o que se passava dentro do banco, a atuação do apresentador foi importante para evitar sua quebra. Em primeiro lugar, ele mostrou um desprendimento acima da média ao oferecer como garantia todas suas empresas que evitou uma intervenção do Banco Central. Não é preciso pensar muito para lembrar de empresários brasileiros que, em situação parecida, abriram mão da reputação para não dilapidar a fortuna que lhes restava.
Portanto, ser acionista ou poupador de um banco que tem como controlador um empresário com reputação a zelar, bilhões de reais de patrimônio, oriundo de uma empresa de mídia e com bom trânsito no governo é bem melhor do que ser sócio de alguém que não tenha nada disso.
Portanto, ser acionista ou poupador de um banco que tem como controlador um empresário com reputação a zelar, bilhões de reais de patrimônio, oriundo de uma empresa de mídia e com bom trânsito no governo é bem melhor do que ser sócio de alguém que não tenha nada disso.
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