quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Debêntures: conheça melhor esta alternativa de investimento

Pouco conhecidas, ao menos por enquanto, pela maioria dos investidores, as debêntures aparecem como a principal forma de captação de recursos por parte das empresas. Dada sua versatilidade, elas se ajustam às necessidades de financiamento das companhias, combinando custos competitivos com prazos longos.

Para se ter uma idéia, em 2005, as empresas brasileiras captaram cerca de R$ 43,5 bilhões em debêntures, de acordo com dados da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), dez vezes mais do que em ações.

Boa parte destes títulos foi parar nas mãos de investidores institucionais, como administradores de recursos e fundos de pensão. No entanto, existem estudos avançados para popularizar esta aplicação. Assim, vale a pena saber um pouco mais sobre estes títulos, que prometem estar cada vez mais presentes nas carteiras dos pequenos investidores.


Quais são as garantias?
Uma pergunta importante que as pessoas que investem devem fazer diz respeito ao risco. Vale detalhar aqui as garantias que podem ser dadas à emissão. Com respeito a isso, existem basicamente quatro tipos de debêntures: com garantia real, com garantia flutuante, quirográfica e subordinada.

Debêntures com garantia real são garantidas por bens dados em hipoteca, penhor, pela companhia emissora, por empresas de seu conglomerado ou por terceiros. Já as debêntures com garantia flutuante são aquelas com privilégio geral sobre o ativo da empresa, o que não impede, entretanto, a negociação dos bens que compõem esse ativo. Elas possuem, porém, preferência de pagamento sobre outros créditos.

As quirográficas são aquelas sem as vantagens dos dois tipos citados acima. Por fim, as subordinadas são debêntures sem garantia, que preferem apenas aos acionistas no ativo remanescente, em caso de liquidação da companhia.


Como é feita a remuneração?
As formas de remuneração podem variar muito de debênture para debênture. Elas podem ser representadas por juros fixos ou variáveis, participação e/ou prêmios.

Em suma, a remuneração dependerá do contrato pactuado na escritura de emissão da debênture. Essa heterogeneidade na remuneração é apontada por alguns especialistas como um dos fatores que limita a expansão desse mercado.

Atualmente, a maioria das debêntures emitidas para colocação junto a investidores em mercado de capitais é efetuada utilizando como indexador o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) ou a variação do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro).


Debêntures ou ações?
Você pode se perguntar também se vale mais a pena comprar a ação de uma empresa ao invés de debêntures emitidas por ela. A principal diferença entre os dois investimentos é que quem adquire uma debênture vira credor da empresa. Já quem compra ações dela vira acionista, ou seja, sócio da empresa, com direito à participação nos lucros, mas também sujeito às oscilações diárias do valor do papel no mercado.

O que isso implica? Em termos de garantia para o investidor, a debênture é mais segura do que a ação, pois o debenturista recebe antes dos acionistas no caso de falência da empresa, por ser classificado como credor.

Como vantagens, o ganho do investidor é mais certo no caso da debênture, pois o principal risco de não receber o que investiu é se a empresa não honrara seus compromissos. Mas a existência de garantias e de um agente fiduciário, que tem como obrigação emitir relatórios periódicos sobre a empresa, reduz esse risco.

Como desvantagem na comparação com as ações, um ponto é que seu mercado secundário ainda é bem menos desenvolvido. Ou seja, as debêntures apresentam maior dificuldade para serem vendidas e compradas, comprometendo a sua liquidez inclusive.



Nenhum comentário:

Postar um comentário